Jairo Marques

Assim como você

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Jairo Marques, que é cadeirante, aborda aspectos da vida de pessoas com deficiência e de cidadania. Aqui, você encontra histórias de gente que, apesar de diferenças físicas, sensoriais, intelectuais ou de idade, vive de forma plena.

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Os esportes e os “malacabados”

Por Jairo Marques

Durante muuuitos anos de minha vidinha, tive uma relação bem próxima com esportes. Movimentar o esqueleto, a minha maneira, sempre foi uma maneira de extravasar um pouco da minha energia de malacabado inquieto.

Lá no meu tempo, o tempo que o povo falava “epa” 8), não havia muito o discurso do esporte adaptado. Era do jeito que dava, mesmo.

Eu me enfiava no meio da molecada e jogava taco, futebol, peteca, vôlei e tudibão.

Natação eu amava. Nunca imaginei que mexendo tão pouco as partes eu conseguiria brincar de tibum na piscina e ir de uma borda a outra.

O movimento do “esporte inclusivo” tem ganhado força dia após dia, pois os benefícios da prática esportiva para os quebrados do físico, dos sentidos ou da cachola são cada vez mais evidentes.

Em primeiro lugar, há um caráter de integração fortíssimo em torno da bola, do tabuleiro, das traves ou das redes. Isso pode ajudar muito na construção da estima e do potencial das pessoas com deficiência.

O esporte também alavanca melhorias físicas diversas: respira-se melhor, condiciona o corpitcho, agita-se o sistema circulatório e aperfeiçoa-se a concentração!

Pictogramas de todos os esportes paraolímpicos do jogos do Rio 2016

Bem, mas por trás de tudo isso tem um caminhão de gente que se pergunta:

“Mas uai, como eu vou colocar esse minino para correr sem deixar ele mais quebrado ainda? Será que uma atividade esportiva não pode atrapalhar em vez de dar um help?”

Sim, faz sentido, né, não? Por isso achei bacana uma iniciativa que a ADD (Associação Desportiva para Deficientes) tomou:

Os “zimininos” de lá criaram uma cartilha explicando “tudim” os possíveis benefícios de um esporte para os malacabados, quais as modalidades mais indicadas para cada tipo de “estropiação” e como se faz!

Penso que esse instrumento pode ajudar um bocado de gente: professores, educadores físicos, dirigentes de Ongs e até mesmo a família dos quebrados.

O trabalho tem patrocínio da Petrobras, então, nada mais justo que seja “de grátis” para todo mundo que precise.

Para ter acesso à cartilha, basta ir ao site da ADD, clicando no bozo!

Bom final de semana e vejo “ceitudo” amanhã, no encontro do blog! Aêêêê 😆

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