Emprego apoiado
Um passo muito importante para a inclusão do povão ‘malacabado’ no mercado de trabalho será dado nesta semana, em São Paulo: o surgimento de uma associação nacional de suporte ao emprego apoiado.
“Tio, emprego apoiado é tipo trabalhar numa cadeira mega confortável? É trabalhar encostado em uma parade”? 😕
Não, “zimininos”, o emprego apoiado é uma prática muito aplicada já em países europeus e nos EUA. Consiste, basicamente, em inverter a lógica de inserção no mercado de trabalho: primeiro a pessoa com deficiência é empregada numa firma e, ao mesmo tempo, ela é treinada para atuar ali.
“Uai, mas qualé a vantagem disso?”
Nessa modalidade de inclusão no trabalho, as necessidades pontuais de uma empresa e as necessidades específicas de um “estropiado” irão caminhar juntas.
Parte das empresas alega insistentemente que não tem condições de dar uma assistência próxima a um funcionário com deficiência que poderá ter dificuldades iniciais para entender procedimentos e para se adaptar ao ambiente de produção. Nesse momento, surge um técnico do emprego apoiado para agir tanto na formação como na acomodação do trabalhador.
Pessoas com deficiências mais severas, pessoas com deficiência intelectual, pessoas com autismo ou com down podem ser bastante beneficiadas com esse tipo de iniciativa, uma vez que, invariavelmente, vão necessitar de uma atenção mais próxima e recebem mais resistência no campo de trabalho.
A Anea (Associação Nacional de Emprego Apoiado) pretende ampliar o diálogo entre empregadores, empregados e suas famílias, facilitando o processo de inserção. As atividades estão sendo divulgadas, por enquanto, pelo endereço eletrônico romeukf@uol.com.br
São centenas as possibilidades laborais para um ‘serumano’ com limitações, mesmo as mais punks. Dá para trabalhar até sobre uma maca, caso haja algum entendimento das diferenças. Pessoas com down podem desempenhar funções em vários campos de uma empresa se nelas não recaírem preconceitos, se nelas não recaírem impossibilidades que estão na cabeça dos outros, não nelas.
O trabalho resgata a pessoa com deficiência em sua cidadania de uma maneira única. Ele possibilita maior interação social, maior autonomia, maior desenvolvimento de suas capacidades. O emprego apoiada é também mais uma maneira para viabilizar que seja colocada em prática e respeitada a importante Lei de Cotas.
outro ponto que acho importante também é as empresas atentarem para o local de trabalho dos ‘malacabados’: rampas, banheiro acessível , portas mais largas…coisas simples que mtas vezes o povo esquece e impede a todo inserção dessas pessoas no mercado….
Com toda certeza, Marina! Com medidas bem simples, é possível incluir muita gente
Jairo,
Boa tarde.
Muitas vezes quando vamos procurar os deficientes para contratação (confesso que em razão da cota inicialmente) o receio deles – e com razão – é de perder o benefício previdenciário que recebem. Em outras palavras seria trocar 1 salário certo e “sem ralação” por um parecido, onde tem que realmente trabalhar e, se não der certo, não recupera o benefício. Seria importante que todo “malacabado” (te parafraseando) que conseguisse um trabalho NÃO PERDESSE o benefício. Tínhamos que engajar nossa deputada Mara Gabrilli nisto. Abraços
Claudio, sua observação é muito pertinente. Essa questão já está em discussão no Congresso… acho que, em 2015, teremos novidades.. Um abraço
Onde podem ser consultadas estatísticas de fontes confiáveis? Porque no mais das vezes será com base nestas informações que o real empresário decidirá, e certamente bem mais efetivamente do que sendo coagido (aspas necessárias aqui) por termos de ajustamento de conduta. Reformulando, de acordo com você: (/São centenas as possibilidades laborais para um ‘serumano’ com limitações, mesmo as mais punks. Dá para trabalhar até sobre uma maca, caso haja algum entendimento das diferenças. Pessoas com down podem desempenhar funções em vários campos de uma empresa se nelas não recaírem preconceitos, se nelas não recaírem impossibilidades que estão na cabeça dos outros, não nelas/) – *por exemplo* como demonstrar para o empresário que o portador de Síndrome de Down em nível X poderá desempenhar determinada função bem, talvez até melhor que um “bem acabado” (viajei?) por tais e tais especificidades características, etc etc? Que o eventual custo de uma adaptação para um portador de necessidades especiais será ou bem equivalente ao rendimento *normal* ou até mesmo superado? Porque salvo engano e do meu conhecimento, a mentalidade que prevalece é “tenho que me adaptar à nova legislação, deixa eu consultar o advogado pra saber se esta solução é viável…” onde inclusão soa no mínimo como palavrão e não como incremento… Foi?
Gil, suas questões merecerem um outro texto… e entendo perfeitamente suas dúvidas e provocações… são ótimas… vou me organizar para voltar ao tema, ok? Um abraço