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	<title>Jairo Marques</title>
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	<description>Assim como você</description>
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		<title>Um musical para a inclusão</title>
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		<pubDate>Fri, 24 May 2013 12:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jairo Marques</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[“Zente”, para fechar a semana deixo aqui hoje uma dica que serve tanto para quem tem menino “quebradinho” como para quem os inteiros&#8230;. É um musical “maraviwonderful”, totalmente acessível, que tem exibições hoje (24) e amanhã (25) no Teatro Itália, <a href="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/2013/05/24/um-musical-para-a-inclusao/">Continue lendo →</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Zente”, para fechar a semana deixo aqui hoje uma dica que serve tanto para quem tem menino “quebradinho” como para quem os inteiros&#8230;. <img src='http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
<p>É um musical “maraviwonderful”, totalmente acessível, que tem exibições hoje (24) e amanhã (25) no Teatro Itália, aqui na avenida Ipiranga, no centrão da city.</p>
<p>“Um Amigo Diferente”, baseado na obra da Cláudia Werneck, que é beeeem engajada na batalha dos “malacabados”!</p>
<div id="attachment_1110" class="wp-caption alignnone" style="width: 460px"><a href="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/05/teatro1.jpg"><img class="size-full wp-image-1110" src="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/05/teatro1.jpg" alt="" width="450" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Atriz com uma peruca loira grandona e um vestido vermelho interpreta cena de musical</p></div>
<p>A ideia da peça é fazer a criançada rir mais que ganhador da mega sena :-D e, ao mesmo tempo, entender um pouco mais sobre diferenças, sobre inclusão.</p>
<div id="attachment_1113" class="wp-caption alignnone" style="width: 460px"><a href="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/05/teatro4.jpg"><img class="size-full wp-image-1113" src="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/05/teatro4.jpg" alt="" width="450" height="299" /></a><p class="wp-caption-text">Cinco atores do grupo fazem caras e bocas sobre uma cama amarela</p></div>
<p>As exibições terão intérprete de libras para os surdões e surdinhos que não manjam o português, legendas eletrônicas, audiodescrição, guias para cegos visitarem o cenário e espaço reservadíssimo para cadeirantinhos e pessoas com dificuldade de locomoção.</p>
<div id="attachment_1111" class="wp-caption alignnone" style="width: 460px"><a href="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/05/teatro2.jpg"><img class="size-full wp-image-1111" src="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/05/teatro2.jpg" alt="" width="450" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Em meio à penumbra, ator encena. Ao lado dele, um intérprete de libras, todo vestido de preto</p></div>
<p>O melhor de tudo: é de grátis! Na conta do seu Amadeu! (se ele não pagar nem eu <img src='http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_cool.gif' alt='8-)' class='wp-smiley' /> ).</p>
<p>As apresentações rolam às 16h (hoje) e 11h (amanhã). As músicas da peça são daquela menina Maria Gadú.</p>
<p>As crianças que forem ao evento vão poder participar também de uma oficina de teatro realizada pelos atores do grupo “Os inclusos e os Sisos”.</p>
<div id="attachment_1112" class="wp-caption alignnone" style="width: 460px"><a href="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/05/teatro3.jpg"><img class="size-full wp-image-1112" src="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/05/teatro3.jpg" alt="" width="450" height="299" /></a><p class="wp-caption-text">Sete integrantes do grupo no centro do palco. Todos vestem roupas engraçadas e fazem pose</p></div>
<p>As iniciativas voltadas à arte para todos estão crescendo e merecem o apoio do público! Então, fica a dica.</p>
<p>A peça tem patrocínio da MRS Logística e apoio da Associação Nacional dos Procuradores da República.</p>
<p>Para chegar lá: av. Ipiranga, 344, República</p>
<p>Fotos: João Miranda e Leandro Couri</p>
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		<title>O pontapé do robô</title>
		<link>http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/2013/05/21/o-pontape-do-robo/</link>
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		<pubDate>Tue, 21 May 2013 13:05:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Folha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Versão impressa]]></category>

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		<description><![CDATA[Agora só falta um ano e um tiquinho. Caso os deuses, juntamente aos chips, engrenagens e filipetas, colaborem, o Brasil vai mostrar ao planeta um garotinho quebrado das partes se levantar de uma cadeira de rodas com o auxílio de <a href="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/2013/05/21/o-pontape-do-robo/">Continue lendo →</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Agora só falta um ano e um tiquinho. Caso os deuses, juntamente aos chips, engrenagens e filipetas, colaborem, o Brasil vai mostrar ao planeta um garotinho quebrado das partes se levantar de uma cadeira de rodas com o auxílio de uma roupa cibernética e dar o pontapé inicial da Copa do Mundo. Imagino milhares de pessoas chorando e soltando em uma só voz: &#8220;Ahhhhhh, que lindo!&#8221;</p>
<p>A tentativa para que esse momento de extrema emoção role, ao lado da bola e de alguns milhões de reais, acontece em um laboratório exclusivíssimo, no Rio Grande do Norte, liderado pelo sabido cientista Miguel Nicolelis.</p>
<p>Dizem que um macaco lascado já conseguiu, com parte da parafernália em desenvolvimento, fazer um tchu nos movimentos. Então, é questão de dias, de acordo com aquela música caipira chiclete e chata, para o danado fazer o tcha, o tchutcha, e o tchatchatcha e sair saracoteando. Coisa pouca.</p>
<p>Sou particularmente contra essa bobagem de pôr dinheiro, parte importante dele saído do contribuinte, em uma vestimenta robótica coligada a ondas cerebrais (oi?) para fazer menino dar uns passinhos e ludibriar pessoas, levando-as a acreditar que voltar a andar é algo simples e viável por meio de uma geringonça.</p>
<p>Aparelhos ortopédicos que tentam levantar &#8220;serumano&#8221; de cadeiras de rodas existem desde o tempo em que o povo usava Glostora para aprumar os cabelos. Eu mesmo testei uns quatro ou cinco deles. Tudo inútil.</p>
<p>Apesar de terem resultados na melhora de marcha para algumas pessoas, geralmente para aquelas com pouco comprometimento motor, os aparelhos são agressivos e dolorosos para outras.</p>
<p>Recordo que o equipamento provocava tristeza em minha liberdade sobre rodas e que gerava uma expectativa infundada nas pessoas ao meu redor de que a cura estava próxima.</p>
<p>A roupa cibernética me parece mais uma vaidade para quem desenvolve tecnologia do que uma esperança real para quem aguarda um caminho para ganhar mais qualidade de vida depois de sequelas deixadas por acidentes, pela violência ou por enfermidades.</p>
<p>Cada pessoa com deficiência que teve os movimentos levados por intempéries humanas tem suas peculiaridades. A realidade e os anseios de um tetraplégico que está na labuta há dez anos são distintos dos de outro que entrou para o time há um mês. Penso que um ateliê de robozinhos andadores deva ser algo que nem o finado Clodovil conseguiria administrar.</p>
<p>Vender a ilusão de que acoplar um robô a meus cambitos parados há 38 anos será simples e delícia como passar manteiga em pão quentinho, para mim, beira o insano.</p>
<p>Criar a esperança de que todo o universo poderá ver um &#8220;milagre&#8221; pela TV e ampliar em alguns a crença infundada que &#8220;retomar os passinhos&#8221; é apenas questão de tempo e dedicação dos atingidos é de chorar pelado no asfalto quente. E tudo em prol da propaganda de um avanço imbecil de um país que não consegue garantir nem o básico direito de ir e vir.</p>
<p>Sou entusiasta da ciência, mas também sou defensor ferrenho da pesquisa que visa seriamente ampliar a qualidade de vida das pessoas com métodos que avancem com clareza, com comprometimento de aplicação prática e com mais pé no chão do que glamour. E vida à célula-tronco!</p>
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		<title>Um carro para conduzir cadeirantes</title>
		<link>http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/2013/05/16/finalmente-um-carro-para-conduzir-cadeirantes/</link>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 12:00:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jairo Marques</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação de carro]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação veicular]]></category>
		<category><![CDATA[carro para cadeira motorizada]]></category>
		<category><![CDATA[carro para cadeirantes]]></category>

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		<description><![CDATA[“Zente”, trago hoje uma novidade fresquinha e que, seguramente, vai levar muita qualidade de vida para os “quebrados” deste país! Apesar de, atualmente, haver muitas condições para que pessoas com diversas deficiências consigam dirigir, ainda existe um número importante desse <a href="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/2013/05/16/finalmente-um-carro-para-conduzir-cadeirantes/">Continue lendo →</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Zente”, trago hoje uma novidade fresquinha e que, seguramente, vai levar muita qualidade de vida para os “quebrados” deste país!</p>
<p>Apesar de, atualmente, haver muitas condições para que pessoas com diversas deficiências consigam dirigir, ainda existe um número importante desse público que, por questões diversas, só conseguem ir mesmo na janelinha&#8230; :D</p>
<p>Pois bem, no Brasil, até agora, as opções de carro e de adaptações para que um “malacabado” pudesse entrar nele “de cadeira e tudo” eram muito poucas e extremamente caras.</p>
<p>Alguns veículos “Doblos”, da Fiat, por exemplo, com um elevadorzinho caaaaaro se tornaram táxis e servem, sobretudo, o povão que usa “cadeira elétrica” (e morre tudo eletricutado 8-O )</p>
<p>Para deixar mais claro para quem não manja das questões desse mundo paralelo onde vive o povão com deficiência: para algumas pessoas, deixar a cadeira de rodas para se acomodar em um banco de carro é mais trabalhoso que tirar caroço de melancia&#8230;</p>
<p>A melhor solução, então, é entrar com tuuuudo, mas poucas charangas vendidas no nosso país permitiam fazer algo seguro, conveniente e prático para que isso fosse possível.</p>
<p>Agora, aquela lojona que domina o mercado de produtos para os “malacabados”, a Cavenaghi, está apresentando uma adaptação que vai ao encontro do que muuuuuitos precisam.</p>
<p>A empresa está adaptando o veículo Spin, da Chevrolet (com preço médio de R$ 49.700, mas com as isenções que temos direito pode cair para algo em torno de R$ 33.000), com uma rampa traseira móvel que permite o caboclo ir “montado” pros seus “devorteios”, como dizem lá na minha terra.. :roll:</p>
<p>O carro, quando adaptado, tem o piso rebaixado, o que vai permitir a acomodação “di boa” do cadeirante. Sobra espaço para mais quatro brasileiros na ximbica! Aêêê</p>
<div id="attachment_1096" class="wp-caption alignnone" style="width: 489px"><a href="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/05/rampinha.png"><img class="size-full wp-image-1096" src="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/05/rampinha.png" alt="" width="479" height="403" /></a><p class="wp-caption-text">Na imagem, cadeirante, auxiliado por um &#8220;empurrador&#8221;, entra pela traseira do carro por meio de uma rampa</p></div>
<p>Há um sistema de travas no carro, que se acopla à cadeira, que deixa o brasileiro mais firme do que minhoca no anzol&#8230; :lol:</p>
<p>“Zimininos”, o papo agora é sério. Essa adaptação é algo que muita gente que dependia de transporte especial precisava para ter mais autonomia. Ou quem só andava de táxi porque não havia opção ou ainda para àqueles que sentavam e choravam&#8230;</p>
<p>Pensem comigo:</p>
<p>- Hoje a lei permite que pessoas com deficiência “não condutoras” tenham os mesmo descontos de imposto que as condutoras&#8230;.. já é um adianto! O veículo fica mais em conta.</p>
<p><span style="color: #0000ff">“Tio, mas essa adaptação deve custar uma fábula!”</span></p>
<p>- Baratinho não deve ser. A empresa não me passou o valor, de qualquer forma, meu povo, atualmente, há um financiamento exclusivo e com taxas de juros bem pequenas para isso: adaptações ou compra de equipamentos que os “malacabados” precisam.</p>
<p>Enfim, quis deixar essa dica aqui porque acho que vai servir a milhares de pessoas&#8230;. Tem que pensar na possibilidade&#8230;. tem que se planejar&#8230; E aí?</p>
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		<title>Vou me aposentar antes dos 50&#8230;?</title>
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		<pubDate>Fri, 10 May 2013 12:00:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jairo Marques</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Dona Dilma, mais conhecida com a presidente deste nosso país, sancionou nesta semana uma lei que muda as regras para a aposentadoria das pessoas “quebradas”, “malacabadas”, arruinadas das pernocas ou dos sentidos! Daqui a seis meses, quando as regras passam <a href="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/2013/05/10/vou-me-aposentar-antes-dos-50/">Continue lendo →</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: medium">Dona Dilma, mais conhecida com a presidente deste nosso país, sancionou nesta semana uma lei que muda as regras para a aposentadoria das pessoas “quebradas”, “malacabadas”, arruinadas das pernocas ou dos sentidos!</span></p>
<p><span style="font-size: medium">Daqui a seis meses, quando as regras passam a vigorar, o povão com deficiência terá que contribuir menos com a Previdência para pendurar a chuteira e ir para a praça jogar dominó&#8230; <img src='http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_eek.gif' alt=':shock:' class='wp-smiley' /> </span></p>
<p><span style="font-size: medium">Como o Brasil é um país “solidário” e o assistencialismo impera em todas as esferas, os deputados das comissões aprovaram o projeto de mudança por unanimidade. Quer ferrar um político é causar encrenca com puxador de cachorros, gente em cadeira de rodas, gente lelé ou com o escutador de novela arruinado.</span></p>
<p><span style="font-size: medium">Pois bem, com as medidas, eu, um tiozão todo “esgualepado”, deverei me juntar ao time da biriba antes dos 50 anos, uma vez que tenho uma deficiência considerada (até onde sei) severa e poderia ter 100% do benefício contribuindo por 25 anos. Como já quebrei muita pedra, isso rolaria, em condições normais de temperatura e pressão, daqui a poucos anos.</span></p>
<p><span style="font-size: medium">Qual a justificativa da lei? Que as pessoas com deficiência têm um desgaste maior do que os mortais comuns durante o período laboral e que, por isso, tem uma necessidade física de parar antes.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman';font-size: medium"><a href="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/05/aposenta1.gif"><img class="alignnone size-full wp-image-1089" src="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/05/aposenta1.gif" alt="" width="260" height="189" /></a> </span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman';font-size: medium">De certa maneira, isso me parece fato. O desgaste de compensação que temos é muito grande. Quer dizer, quem não anda, compensa o esforço nos braços, que se arrebentam em algum momento, quem não vê, concentra-se na audição e pode ter problemas futuros com isso&#8230; e por aí vai.</span></p>
<p><span style="font-size: medium">O meu questionamento primeiro é se houve alguma base científica fechada sobre essa questão. Até onde sei, é mais o peso de relatos do que, de fato, uma comprovação. Conheço pessoas com deficiência velhinhas que passam perrengues semelhantes e apenas semelhantes que outros velhinhos convencionais.</span></p>
<p><span style="font-size: medium">A legislação vai abraçar também pessoas que tenham, comprovadamente, deficiências consideradas leves. O que isso quer dizer? O ex-presidente Lula, que tem uma deficiência na mão pela ausência de um dedo, seria beneficiado, por exemplo? E uma pessoa que usa óculos com grau elevado?</span></p>
<p><span style="font-size: medium">Temo por uma antipatia tremenda a esses casos. Temo pela população, de forma geral, ter ficado apartada do debate dessa lei e passar a considerar os quebrados como “usurpadores dos cofres públicos” por se aposentarem mais cedo.</span></p>
<p><span style="font-size: medium">E será que uma pessoa de meia idade conseguirá uma nova colocação no mercado caso perca o emprego? Será que os empresários não torceram a cara e pensar: “pô, mas o cara vai se aposentar daqui a um tiquinho&#8230;”</span></p>
<p><span style="font-size: medium">É louvável o espírito protetor da medida. Entendo que ela poderá beneficiar muito um grupo de pessoas, mas ainda tenho dúvidas se ela, da forma como está formatada, não vai estrangular conquistas.</span></p>
<p><span style="font-size: medium">Agora, em tese, somos protegidos para entrar no mercado de trabalho, com a lei de cotas, e também para sair dele, juntando as trouxas mais cedo. Mas será que não teríamos de fortalecer bem mais, primeiramente, os caminhos de entrada?</span></p>
<p><span style="font-size: medium">Reconheço a força que os deputados com deficiência que estão em Brasília estão fazendo para que leis de proteção à classe avancem, o que eu gostaria de ver é mais debate social sobre esses supostos ganhos.</span></p>
<p><span style="font-size: medium">A imagem de um tetraplégico, de um cego, de um paralisado cerebral ainda é extremamente estigmatizada neste país. Ainda somos vistos como força laboral lado B, força laboral para chão de fábrica, para produzir artesanato ou para apertar botão&#8230;</span></p>
<p><span style="font-size: medium">Agora, também temos uma “vantagem” para trabalhar menos (“mas como assim, menos, se eles só fazem coisas fácies?”). Tomara que tudo se encaixe bem e que haja compreensão da legitimidade da canteada, pois caso não haja, temos um risco grande de retrocesso, de ver reforçado o rótulo de “coitadinhos”, de dependentes profundos e de meio cidadão.</span></p>
<p>E &#8220;ceistudo&#8221;, o que acham da nova lei?! Bora debater nos coments?!</p>
<p><span style="font-size: medium">Para quem quiser conhecer os detalhes da lei, que ainda vai precisar de regulamentação (regras mais claras para ser aplicada), é só clicar no bozo&#8230;  <a href="http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/LEIS/LCP/Lcp142.htm"><img class="alignnone size-full wp-image-1090" src="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/05/bozo.jpg" alt="" width="50" height="37" /></a></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A mãe e o presente ideal</title>
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		<pubDate>Tue, 07 May 2013 06:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Folha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Versão impressa]]></category>

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		<description><![CDATA[Faz sete anos que consegui vencer &#8220;difinitivamente&#8221;, como diria minha tia Filinha, o perrengue que todo filho passa nesta época do ano: escolher o presente perfeito, fofo, &#8220;maraviwonderful&#8221;, surpreendente e inesquecível para a mãe. Tinha de ser algo que compensasse, <a href="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/2013/05/07/a-mae-e-o-presente-ideal/">Continue lendo →</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Faz sete anos que consegui vencer &#8220;difinitivamente&#8221;, como diria minha tia Filinha, o perrengue que todo filho passa nesta época do ano: escolher o presente perfeito, fofo, &#8220;maraviwonderful&#8221;, surpreendente e inesquecível para a mãe.</p>
<p>Tinha de ser algo que compensasse, de alguma forma, a minha ausência dolorosa dos últimos tempos e que fosse capaz de fazer festas particulares para ela como eu sempre fazia, na esquina de casa, ao vê-la chegando do trabalho, no finalzinho da tarde: &#8220;Tô com foooome! Trouxe surpresa para mim? Posso ficar na rua só mais uns minutinhos?&#8221;.</p>
<p>Não poderia ser uma flor, muito menos um liquidificador. Não serviria um sapato baixinho, uma blusa de linho ou mais um disco do rei dizendo que o amor é ªtão lindoº. Todas essas coisas não me representariam a contento aos sábados, quando ela se dedica a um bolo de cenoura ou ao biscoito de polvilho.</p>
<p>Escolher presente para mãe é complicado porque ele tem de carregar uma série de sentimentos, de agradecimentos, de desculpas. Tem de representar um pouco do filho porque servirá, seja lá o que for, de eterno porta-retrato. Tem de ser algo que não vá levá-la a pensar que foi tão caro que a fará compensar o &#8220;prejuízo&#8221; na primeira oportunidade, botando uns trocados escondidos na carteira.</p>
<p>Diante de todas as considerações, criei a convicção de que o presente ideal teria, então, de incendiar o cotidiano da minha &#8220;santa&#8221;. Para isso, nada melhor do que Nero, um labrador preto, mimado e que foi muito bem mal escolhido! Certamente, o mais atentado da ninhada, o mais trabalhoso, preguiçoso!</p>
<p>O cachorro, que chegou dentro de uma caixa de papelão, em pouco tempo tomou conta da casa e se transformou na &#8220;sombra&#8221; de mamãe. Agora, é ele quem a espera ao entardecer, quem pede comida sem parar, quem faz manha por um carinho e até dorme na rede, com direito a empurrões que embalam o sono.</p>
<p>Em sete anos, Nero comeu a roupa do varal, conseguiu um lugar no sofá da sala para ver TV, escondeu o jornal em que o filho de São Paulo escrevia sobre uma infância feliz.</p>
<p>Desorganizou o que estava certinho, babou com vontade quando se pedia para não lamber, amenizou a véspera de uma realidade septuagenária meio amarga e um tanto azeda para a mamãe. Deu bastante trabalho ao veterinário, brincou solto na lagoa, compartilhou com ela dias de solidão.</p>
<p>Certa vez, o danado se engraçou com uma cadela poodle da vizinhança. Sumiu no mundo por uma semana, atrás da paixão juvenil, deixando uma mãe em desespero.</p>
<p>Até aqueles cartazes que fazem cortar o coração o povo lá de casa teve de espalhar pela cidade: &#8220;Cachorro desaparecido, presente do filho, está deixando uma senhora desconsolada&#8221;.</p>
<p>O bicho é tão querido que tem o privilégio de ser chamado de &#8220;amado&#8221;, de receber abraços apertados gostooosos, de ganhar risadas compridas de uma mãe sempre tão séria, tão preocupada e tão aborrecida por eu ter voado para longe e não mais contemplá-la da varanda.</p>
<p>Por ter eu uma vida desregrada, no próximo domingo, Dia das Mães, mais uma vez, será Nero, o incendiário, a fazer minha vez no colo de minha velha. Só me resta a alegria de pensar que, tempos atrás, escolhi o presente ideal.</p>
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		<title>Vamos de bumba!</title>
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		<pubDate>Thu, 02 May 2013 12:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jairo Marques</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Transporte acessível; acessibilidade em ônibus; cadeirantes e ônibus]]></category>

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		<description><![CDATA[ “Zente”, imagino que todo cadeirante e pessoas com alguma dificuldade de mobilidade deste país já comeram o pão que o diabo não quis para tentar usar um ônibus intermunicipal ou interestadual. Como vencer os degraus e aquela portinha estreita desses <a href="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/2013/05/02/vamos-de-bumba/">Continue lendo →</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"> <span style="font-size: medium">“Zente”, imagino que todo cadeirante e pessoas com alguma dificuldade de mobilidade deste país já comeram o pão que o diabo não quis para tentar usar um ônibus intermunicipal ou interestadual.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-size: medium">Como vencer os degraus e aquela portinha estreita desses bumbas? Bem, no tempo que eu era virgem <img src='http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  , o jeito era abraçar o motorista ou o cobrador para ir no colinho.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-size: medium">E foram vários os transportes dessa maneira, igual a um saco de batata sendo conduzido daqui para acolá. Ou era assim ou não tinha como embarcar.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-size: medium">Só mesmo por “gzuis” que nunca sofri nada grave nesses deslocamentos. Claro que minha cabeça bateu mil vezes pelos cantos, mas nada que me deixasse mais tchube do que já sou&#8230; <img src='http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-size: medium">Bem, mas o tempo passou e, agora, é determinação federal (da Agência Nacional de Transportes Terrestres) que as empresas de “bumba” criem condições de acesso e de uso para todas as pessoas. Caso não façam, estão expostas ao pagamento de multas.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-size: medium">Diante disso, algumas companhias estão se mexendo para tentar resolver a questão, que nem é tão “complicosa” assim, caso se busque tecnologia, treinamento e que haja boa vontade de fazer.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-size: medium">A Nacional Expresso, que atua em sete Estados (Goias, Mato Grosso, São Paulo, Minas Gerais, Parana, Rondônia e Acre) com 350 “buzões”, investiu na compra de cadeiras especiais que sobem escadas e podem transportar o “malacabado” com segurança para dentro dos veículos.</span></p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/05/bumba1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1075" src="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/05/bumba1.jpg" alt="" width="450" height="338" /></a></p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/05/bumba2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1076" src="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/05/bumba2.jpg" alt="" width="450" height="338" /></a></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-size: medium">Para isso, a empresa treinando motoristas, cobradores e auxiliares de plataforma para fazer um atendimento bacana a quem precise. Ao todo, 640 funcionários vão passar pelo processo.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-size: medium">O plano da companhia é ter 200 cadeiras, o que vai exigir aplicar cerca de R$ 250 mil, o que, cá pra nós, é “dinheiro de pinga”&#8230;. <img src='http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </span></p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/05/bumba3.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1077" src="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/05/bumba3.jpg" alt="" width="450" height="338" /></a></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-size: medium">A Nacional não pede que o viajante agende a necessidade do serviço, que é de graça, evidentemente, e coloca quem precisa nos primeiros bancos do “bumba”, para garantir maior comodidade.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-size: medium">Usei essas cadeirinhas de transporte nos EUA. Apesar de não serem assim um oásis de conforto, resolvem bem a situação e, quando usadas corretamente, são seguras.</span></p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/05/bumba4.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1078" src="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/05/bumba4.jpg" alt="" width="450" height="338" /></a></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-size: medium">#Ficadica para outras empresas que ainda estão dormindo sobre a incompetência e não conseguem resolver uma questão de dignidade humana. Vários ônibus hoje em dia estão estampando o símbolo universal do acesso, mas só servem de ilustração, mesmo, porque quem é quebrado não consegue usar.</span></p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/05/bumba51.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1080" src="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/05/bumba51.jpg" alt="" width="450" height="338" /></a></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-size: medium">Importantíssimo que as pessoas com deficiência saibam que as possibilidades existem para que soluções sejam cobradas, né, não?! <img src='http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cadê acessibilidade, “capital da amizade”?</title>
		<link>http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/2013/04/29/cade-acessibilidade-capital-da-amizade/</link>
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		<pubDate>Mon, 29 Apr 2013 12:00:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jairo Marques</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Como tenho batucado bastante nos últimos tempos, é mais do que a hora de fazer a inclusão avançar mais (muuuito mais!!) pelo interior desse país. Fazer acontecer em uma localidade pequena é muito mais fácil que numa metrópole, onde a <a href="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/2013/04/29/cade-acessibilidade-capital-da-amizade/">Continue lendo →</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como tenho batucado bastante nos últimos tempos, é mais do que a hora de fazer a inclusão avançar mais (muuuito mais!!) pelo interior desse país.</p>
<p>Fazer acontecer em uma localidade pequena é muito mais fácil que numa metrópole, onde a gente mal conhece os vizinhos, onde a dimensão dos problemas é sempre um caminhaozão cheio de melancia&#8230; :smile:</p>
<p>Pois, para o meu orgulho, os quebrados que vivem longe das grandes cidades estão cada vez mais acelerados e se mobilizando em busca de mais qualidade de vida, por mais acesso, por mais respeito às leis que os protegem.</p>
<p>Saquem só que situação mais “bacanuda” aconteceu em uma cidade que fica no Tocantins: o povão lá não só encheu o saco de tanta falta de condições de ir e vir como se juntou para fazer barulho!</p>
<p>Achei sensacional e divulgou aqui no blog como incentivo para que outras iniciativas ganhem fôlego pelo interiorzão! As administrações públicas seja aqui seja acolá precisam acordar para demandas das pessoas com deficiência física ou sensorial.</p>
<p>Bem, certeza que vão curtir esse exemplo que vem lá de Gurupi, narrado pela engajadíssima Meiry!!!</p>
<h1 style="text-align: center"> ♠</h1>
<p>Sou Meiry Bezerra, moradora de Gurupi (TO), cidade com cerca de 80 mil habitantes. O último dia 19 foi de muito trabalho por aqui, mas também de muitas realizações em nome de uma importante causa: Acessibilidade para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida&#8230;aquele negócio que pouca gente dá o devido valor, até o dia que se vê na condição de “quebrado”.</p>
<p>Henrique Viegas, meu noivo, organizou uma passeata pelas ruas da cidade&#8230; foi simplesmente “maraviwonderful”. Um “mundaréu” de gente colocou o pé na rua logo cedo: voluntários, alunos e professores de escolas públicas e particulares da cidade, alunos da Apae, além de universitários dos cursos de Fisioterapia. Dava gooosto de ver tio Jairo, eram cerca de 1.500 pessoas! <strong>DO TIO: Caraaaaaca, dá até arrupio!</strong></p>
<p>A primeira parada foi logo em frente da Prefeitura, prédio que, aliááás não possui elevador ou rampa de acesso ao andar superior, local onde fica o “mandachuva” da nossa cidade. E a pergunta que não quer calar: se a turma com deficiência pode votar, logicamente a cidade deveria ser estruturada para todos não é? O chefe de gabinete desceu da “torre do castelo” e disse que “o Código de Posturas do Município vai receber adequações para que os moradores tenham direito à acessibilidade” (Que assim seja, mas nós vamos ficar de olho!).</p>
<div id="attachment_1066" class="wp-caption alignnone" style="width: 460px"><a href="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/04/toca1.jpg"><img class="size-full wp-image-1066" src="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/04/toca1.jpg" alt="" width="450" height="338" /></a><p class="wp-caption-text">Povão nas ruas de Gurupi pedindo por mais acessibilidade e inclusão</p></div>
<p>E “caminhando e cantando”, lá se foi a moçada pelas ruas, protestando contra as edificações que não são adaptadas, contra os motoristas que param em frente às rampas e nas vagas reservadas para “malacabados”, mas que também não param nas faixas de pedestre.</p>
<p>Ao final da mobilização de hoje, escutamos algo que veio como música aos ouvidos: o depoimento da Fernanda Nascimento, uma garota de 17 anos, que mergulhou de cabeça no projeto:</p>
<p>“Nunca tinha parado para pensar nas necessidades das pessoas com deficiência e até percebi o quanto eu era preconceituosa. Conhecendo a história e a realidade dessas pessoas, decidi que não quero ficar de braços cruzados. Vou lutar pela Acessibilidade daqui em diante”, disse Fernanda.</p>
<div id="attachment_1067" class="wp-caption alignnone" style="width: 460px"><a href="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/04/toca6.jpg"><img class="size-full wp-image-1067" src="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/04/toca6.jpg" alt="" width="450" height="419" /></a><p class="wp-caption-text">Galerê que participou do protesto pela city!</p></div>
<p>Mas quem está nessa lida há um bom tempo já conhece bem essas dificuldades. A diretora pedagógica da Apae de Gurupi, Deusenir Pereira da Silva, lembrou que mudar a atual situação das  cidades não é impossível, basta que haja consciência e boa vontade em todos. Atualmente a Apae de Gurupi atende 174 alunos. <strong>DO TIO: Perceberam que a Meiry fez um trabalho de repórter ‘profiça’? Não é pra menos, ela é jornalista! kkkkk </strong></p>
<p>Nunca fui de me envolver com manifestações ou coisas do gênero. Assim como muita gente, acabei optando pelo conforto de ficar vendo “a banda passar”. Mas os últimos meses serviram para rever conceitos e sair do comodismo.</p>
<div id="attachment_1068" class="wp-caption alignnone" style="width: 460px"><a href="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/04/toca2.jpg"><img class="size-full wp-image-1068" src="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/04/toca2.jpg" alt="" width="450" height="340" /></a><p class="wp-caption-text">Conseguiram reunir 1.500 pessoas nas ruas. Incrível!</p></div>
<p>Tudo começou em outubro de 2012. Henrique e eu ficamos feridos em um acidente de moto. Ele fraturou a fíbula, recuperou-se em três meses, mas eu fraturei o fêmur direito. Fiz uma cirurgia, porém, 60 dias depois me “arriei” no piso molhado da minha casa, rompi os ligamentos do joelho direito. Saí do consultório já sabendo que teria que fazer uma cirurgia nos meses seguintes.</p>
<p>Nos primeiros exames, estava tudo bem com a cirurgia do fêmur. Mas depois de um tempo e após umas 30 sessões de fisioterapia, um novo raio-x mostrou que houve um deslocamento da placa que eu havia colocado na perna. Resultado: há três semanas fiz nova cirurgia para trocar a placa com 13 parafusos por uma haste bloqueada. Estou na cadeira de rodas e aos poucos já ensaio novos passos de muleta.</p>
<p>Até sofrer o acidente, eu tinha uma vida muito ativa, mas confesso que não era tãão ligada na importância da acessibilidade, porém sempre respeitei as vagas destinadas a pessoas com deficiência, etc.</p>
<p>Sou jornalista, servidora pública, e no ano passado também resolvi cursar Psicologia. No meio disso tudo, veio o “perrengue” do acidente. Desde então, a rotina mudou e os desafios surgiram&#8230; começando pela minha casa, onde uma das portas não é larga o suficiente para a passagem de uma cadeira de rodas.</p>
<div id="attachment_1070" class="wp-caption alignnone" style="width: 460px"><a href="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/04/toca5.jpg"><img class="size-full wp-image-1070" src="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/04/toca5.jpg" alt="" width="450" height="338" /></a><p class="wp-caption-text">Malacabados nas ruas cobrando seus direitos!</p></div>
<p>A cidade que moro tem o título de “Capital da Amizade”, mas depois das minhas limitações percebi o quanto é complicado viver na condição de deficiente, mesmo que momentaneamente. Vi também que o tal título não passa de uma conversa fiada, está parecendo mais uma piada de mal gosto.</p>
<p>Os prédios públicos e os ônibus não são adaptados, o funcionário de uma agência bancária me obrigou a passar pela porta giratória para entrar no banco (mesmo eu estando de muletas), as ruas estão esburacadas e as calçadas são daquele tipo que você já mostrou aqui no ACV. O guarda ainda me disse grosseiramente que “contra bancos ninguém faz nada, nem adiante reclamar”.</p>
<p>Eu e meu noivo ficamos cansados de tanto descaso. Ele é professor e artista plástico e tem me acompanhado durante todo esse tempo de recuperação. Indignado com a situação, ele resolveu fazer algo prático para tentar alertar a comunidade local sobre o problema. Depois de uma discussão com os alunos da escola sobre o tema Acessibilidade, eles convidaram outros estudantes e resolveram ir às ruas para protestar.</p>
<p>Como parte do manifesto, Henrique fez um grafite em um muro no centro da cidade, ilustrando um pouco dos desafios arquitetônicos e também a insensibilidade que muitos de nós encontramos nos bancos, órgãos públicos, nas lojas, enfim.</p>
<div id="attachment_1069" class="wp-caption alignnone" style="width: 460px"><a href="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/04/toca3.jpg"><img class="size-full wp-image-1069" src="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/04/toca3.jpg" alt="" width="450" height="313" /></a><p class="wp-caption-text">Fizeram até grafites de protesto! Muito legal</p></div>
<p>Henrique já anda normalmente e, segundo o médico, daqui alguns meses será a minha vez. Poderei deixar a cadeira de rodas e as muletas. Mesmo assim, hoje a nossa mentalidade já é outra. Sempre seremos “malacabados” de coração&#8230; a dura experiência nos fez ver o mundo de outra forma e a ter mais respeito pelos outros que são iguais a nós. Nada nos faz imunes às surpresas reservadas pela vida</p>
<p>Não temos vergonha da nossa experiência, pelo contrário. O mundo visto pelo nosso olhar pode ser mais bonito do que a turma que empina o corpão saudável, mas que tem o coração e a mente vazios de sensibilidade.</p>
<p>Para que haja uma boa colheita é necessário semear. Aqui em Gurupi foi lançada uma pequena semente, e desejamos que ela seja próspera e dê bons frutos.</p>
<p>Queremos uma “Capital da Amizade” de verdade, onde todos se sintam abraçados e acolhidos, mesmo com as diferenças e particularidades de cada um. É isso que torna o mundo e a vida bem mais interessantes!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Para ler na escola</title>
		<link>http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/2013/04/23/para-ler-na-escola/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Apr 2013 06:00:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Folha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Versão impressa]]></category>

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		<description><![CDATA[Fico imaginando o quanto deve doer o &#8220;Coração de Estudante&#8221; do Milton Nascimento ao ser bombardeado com imagens de professores com suas caras arroxeadas que não param de aparecer na televisão, nos jornais, nas &#8220;internets&#8221; e nos hospitais. Professor pega <a href="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/2013/04/23/para-ler-na-escola/">Continue lendo →</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fico imaginando o quanto deve doer o &#8220;Coração de Estudante&#8221; do Milton Nascimento ao ser bombardeado com imagens de professores com suas caras arroxeadas que não param de aparecer na televisão, nos jornais, nas &#8220;internets&#8221; e nos hospitais.</p>
<p>Professor pega gripe de menino catarrento que dá bom-dia com beijo, faz curativo no atentado que se rasgou na hora do recreio, é o psicólogo preferido do adolescente meio &#8220;revolts&#8221; e o defensor-mor da igualdade no reino das diferenças que imperam em uma escola.</p>
<p>Agora, porém, o respeito, a consideração e a admiração ao mestre, valores intocáveis e inquestionáveis, parecem que estão sucumbindo a qualquer mimo, a qualquer charme, a quaisquer garotões ou garotonas bobos que se acham, mas que, no fundo, estão bem perdidos.</p>
<p>Professor é o cara que entrega para a gente, em alguns casos, quase de graça, uma chave universal que destranca portas ao longo de toda a trajetória de vida. Mesmo assim, a tranca da ignorância de quem acha que ensinar é algo ultrapassado parece estar ganhando adeptos com velocidade.</p>
<p>Quero ver o Google inspirar a pensar que, talvez, o segundo resultado de uma pesquisa seja mais íntegro e válido do que o primeiro link apresentado. Duvido que haja jogos on-line mais interessantes do que um bom debate sobre a danada da Capitu.</p>
<p>De nada valem aplicativos geniais e vídeos engraçados no YouTube se alguém não ensina o que é a ironia, o que são os efeitos da trigonometria, a importância do porto de Alexandria, a razão por que tantos buscam isonomia e os relevos da geografia.</p>
<p>Passou da hora de a galera do fundão reagir criando uma marchinha de agrado ao professor. E também é momento de os nerds fazerem uma campanha no ciberespaço de valorização do conhecimento.</p>
<p>As bonitas poderiam ajudar a dar um up no make caído que fazem para o &#8220;prô&#8221;. A galera da timidez poderia preparar um grito bem gritado de &#8220;cheeeega&#8221;, de cale-se e preste atenção, que é meu futuro o que está no gramado. Aos puxa-sacos caberia fazer redondilhas cheias de xodó.</p>
<p>Quando a violência não é mais um tema da rua e de ambientes hostis, em que a gente tem sempre um político safado a quem impor a responsabilidade, e começa a ser fotografada dentro do palco maior de aprendizado, a escola, parece que o futuro está avisando, com calafrios, que ficará doente.</p>
<p>Este texto não é para ser lido na escola porque vai cair na Fuvest nem trata de um tema modernoso, que não para de ser discutido nos mundos acadêmicos. Ele também não tem palavrão caprichado e escracho sujão para se morrer de achar bom, compartilhar com os amigos.</p>
<p>Ele só serve para lembrar e reafirmar que escola e professor são fundamentos que instigam acordar para fazer melhor, para ganhar mais uma dose de estímulo para ir além. Não é a história de um fulano em uma caverna distante que é afetada quando um mestre apanha de um aluno. É a história que você está construindo para seus filhos e para si mesmo.</p>
<p>Que as caras manchadas dos prófis sejam de tanto rir de conquistas daqueles a quem se doaram ou pela maquilagem escorrida de tanto chorar de orgulho por aqueles a quem se dedicaram. E desculpe-me do tom professoral.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Derrapagens nada acessíveis</title>
		<link>http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/2013/04/17/derrapagens-nada-acessiveis/</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Apr 2013 19:31:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jairo Marques</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[De tanto as pessoas com deficiência ficarem latindo aos quatro ventos em busca de acessibilidade, de condições iguais, os poderes públicos, sobretudo, resolvem acordar do berço esplêndido e tomar algumas atitudes. Isso é “maraviwonderful”, mas, mesmo assim, é preciso ficar <a href="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/2013/04/17/derrapagens-nada-acessiveis/">Continue lendo →</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Times New Roman;font-size: medium">De tanto as pessoas com deficiência ficarem latindo aos quatro ventos em busca de acessibilidade, de condições iguais, os poderes públicos, sobretudo, resolvem acordar do berço esplêndido e tomar algumas atitudes.</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman;font-size: medium">Isso é “maraviwonderful”, mas, mesmo assim, é preciso ficar de olho. “Causo de que cê fala, tio”?</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman;font-size: medium">Atualmente, governos estaduais e o federal têm aberto linhas de financiamento específicas para que as administrações municipais promovam acesso, promovam inclusão, façam algo pelas diferenças.</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman;font-size: medium">Já há prefeitos espertões, de norte a sul, que vão lá, pegam o dimdim e aplicam&#8230;. no próprio bolso! Aêêêêê&#8230;. <img src='http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_eek.gif' alt=':shock:' class='wp-smiley' />  </span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman;font-size: medium">Os sujeitos pegam parte da verba, colocam umas rampinhas mequetrefes em QUALQUER LUGAR, sem a menor técnica, sem saber a demanda, sem saber se o lugar é adequado, superfaturam a obra e pronto, tá feito.</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman;font-size: medium">Regularmente, tem chegado a mim imagens e mais imagens de “acessibilidade pública” feita nas coxas, de forma porca e com cheiro de corrupção.</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman;font-size: medium">Era só o que faltava, “zimininos”, usar uma causa justa e que o povo tá penando para levar em frente, em fonte de roubalheira de dinheiro público. </span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman;font-size: medium">O negócio é ficar de olho. Quando alguém vir alguma bobagem feita em nome da inclusão, com recursos do povo, é preciso tirar satisfação, é preciso denunciar ao Ministério Público e cobrar providências.</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman;font-size: medium">Vejam bem (os cegões, que me leiam bem <img src='http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_lol.gif' alt=':lol:' class='wp-smiley' />  ) o que fez a Prefeitura de Baía Formosa, pertinho de Natal, no Rio Grande do Norte:</span><span style="font-family: Times New Roman;font-size: medium"> </span></p>
<p><a href="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/04/Praça-em-BF-11.jpg"><img class="size-full wp-image-1057" src="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/04/Praça-em-BF-11.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman;font-size: medium">Meu povo, CERCARAM um poste véio com piso tátil????? Serve para quê? Para o prejudicado das vistas ficar dando voltas em torno do treco?</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman;font-size: medium">Pisos assim custam um pouco mais caro do que o tradicional e servem como orientação dos cegos, que vão sentindo as indicações do relevo e vão caminhando. </span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman;font-size: medium">Eles não são enfeites, não são adornos no solo, nem “antiderrapantes”. Sinalizam, por exemplo, pontos de travessia, fim de uma quadra, cruzamentos etc</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman;font-size: medium">Não estou dizendo, nem insinuando, muito menos tenho elementos para isso, que a prefeitura norte-rio-grandense afanou grana em prol da acessibilidade, mas, no mínimo, houve uma má gestão aí. O dinheiro foi gasto de uma forma sem planejamento.</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman;font-size: medium">Outro ponto importante é que na praça onde fizeram isso, há uma placa informando que “obraram” com dinheiro do governo federal&#8230;. </span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman;font-size: medium">O flagrante foi feito pela leitora Virgínia Carneiro Velloso, de São Paulo, que foi passear lá pelos Nordeste tudo.</span></p>
<p><strong><span style="font-family: Times New Roman;color: #0000ff"><span style="font-size: medium">“Infelizmente falta educação para o povo todo. O prefeito atual cortou as poucas árvores que tinham ali (inclusive um pau-brasil) para fazer essa praça árida e cheia de concreto, árida também para as pessoas. </span></span></strong></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman"><span style="font-size: medium"><span style="color: #000000"><strong>É uma tristeza, ter o material certo na mão e não utilizá-lo corretamente. Não adianta só exigir que usem o piso, deve-se ensinar como usar corretamente. E seria bom não destruir a natureza também”, </strong></span>escreveu a Vivi.</span></span></p>
<p><span style="font-size: medium"> </span><span style="font-family: Times New Roman;font-size: medium">E tem mais, meu povo, saquem a outra imagem: cercaram a jardineira com piso tátil&#8230; a jardineira!!!! Será que pensaram assim: “Já que as rosas não falam, vai ver que elas não enxergam também!” &#8230; e tasca lá o precioso piso.</span> </p>
<div id="attachment_1058" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/04/Praça-em-BF-21.jpg"><img class="size-full wp-image-1058" src="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/04/Praça-em-BF-21.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">Circulando a jardineira, o piso tátil, todo bonitinho e sem função nenhuma</p></div>
<p> <span style="font-family: Times New Roman;font-size: medium">A Virgínia me disse que a cidade tem um número significativo de pessoas que possuem uma síndrome que deixa as pernas finiiinhas, retorcidas, com pés tortos e, algumas, sem os membros inferiores. Isso sem falar dos idosos. Ou seja, é uma galera precisando de acessibilidade pra valer.</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman;font-size: medium">É ou não é de sentar pelado no asfalto quente e chorar uma semana sem parar? E é também de ficar de olho&#8230; de combater essas lambanças em nome de um mundo mais plural&#8230; </span></p>
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		<title>Mais sobre PCs</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Apr 2013 11:18:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jairo Marques</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos últimos dias, a paralisia cerebral foi o destaque da minha labuta tanto com a história do “Marcão” (se não leu clique no bozo!),  como por meio da coluna que está abaixo deste post.  A Rede Sarah de hospitais de <a href="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/2013/04/12/mais-sobre-pcs/">Continue lendo →</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Nos últimos dias, a paralisia cerebral foi o destaque da minha labuta tanto com a história do “Marcão” (se não leu clique no bozo!),  como por meio da coluna que está abaixo deste post. <a title="Matéria sobre o Marcão!" href="http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1258690-pai-assiste-aulas-e-ajuda-filho-com-paralisia-a-se-formar-jornalista.shtml" target="_blank"><img src="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/04/bozopq.jpg" alt="" width="30" height="25" /></a></p>
<p style="text-align: justify">A Rede Sarah de hospitais de reabilitação fez uma explicação bem didática e definitiva sobre tudo o que se refere ao mundo dos PCs. Quem quiser se aprofundar mais na temática, é só clicar na florzinha que levo “ceitudo” lá. <a href="http://www.sarah.br/paginas/doencas/po/p_01_paralisia_cerebral.htm">♣</a></p>
<p style="text-align: justify">O ponto que martelo bastante em relação ao universo da paralisa cerebral é a relação erronia que comumente se faz entre suas vítimas e a incapacidade intelectual.</p>
<p style="text-align: justify">Não que ser um deficiente intelectual tenha algum demérito, mas a associação pode determinar muito o futuro das pessoas, suas formas de serem educadas, preparadas para vida.</p>
<p style="text-align: justify">Dessa forma, convidei minha amiga de profissão, leitora fiel e empurradora oficial da Kombi rumo ao domínio do mundo Patrícia Passarelli, para dar uma aula definitiva sobre a questão.</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/04/paty1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1040" src="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/04/paty1.jpg" alt="" width="450" height="379" /></a></p>
<p style="text-align: justify">Em tempo: A Paty tem passado por uns processos cirúrgicos reparadores na face que, em PCs, pode ficar modificada devido a alterações na formação do maxilar (me corrijam se estiver falando bobagem). O resultado tem sido “maraviwondefull”.</p>
<p style="text-align: justify">Acho que, no futuro, vou falar mais sobre isso aqui no blog!</p>
<h1 style="text-align: center">♠</h1>
<p style="text-align: justify">Para muita gente, uma pessoa que caminha de uma forma meio &#8220;estranha&#8221;, faz movimentos &#8220;estranhos&#8221; na cadeira de rodas, que fala tudo meio enrolado e que até baba, do nada, assusta um pouco. Mais do que isso: parece, por esses fatores, ter, além da deficiência física, uma deficiência intelectual.</p>
<p style="text-align: justify">O que a maioria das pessoas não sabe é que essa gente &#8220;estranha&#8221; tem Paralisia Cerebral. Essa tal PC, que eu tenho, causa alterações no movimento e na fala. Dependendo de qual área do cérebro foi afetada, a pessoa pode ou não ter a parte mental afetada. A maioria &#8211; e é aí que eu tô incluída &#8211; não tem.</p>
<p style="text-align: justify">O &#8220;povão&#8221; não saca isso e, quando vê um PC, já começa a tratá-lo como se ele não entendesse o que acontece ao seu redor, como se ele fosse criança, como se ele fosse&#8230; um bobo da corte.</p>
<p style="text-align: justify">Ser tratado como criança, receber uma resposta em &#8220;alto e em bom tom&#8221;, ser ajudado de forma errada. Essas e várias outras situações foram &#8211; e são, ainda &#8211; bem comuns na minha vida. A vontade de &#8220;cair matando&#8221; em quem age assim é grande.</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/04/paty3.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1042" src="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/04/paty3.jpg" alt="" width="450" height="450" /></a></p>
<p style="text-align: justify">&#8220;Custa perguntar antes de agir?&#8221;, penso. A grande culpada disso é a falta de informação, a ignorância. Afinal, muito pouca gente sabe o que é Paralisia Cerebral e como é alguém com PC.</p>
<p style="text-align: justify">A fala de um PC, na maioria dos casos, é como a minha: meio prejudicada &#8211; há aqueles que não falam e os que falam normalmente. Por muitos serem também meio &#8220;babões&#8221;, como eu, o povo associa, muitas vezes, isso a uma deficiência intelectual.</p>
<p style="text-align: justify">A irritação é grande. Eu já passei várias vezes por isso. Antes, eu tentava explicar. Acho que cansei e, agora, às vezes, deixo pra lá.</p>
<p style="text-align: justify">Mas a ignorância de certas pessoas é tamanha a ponto de elas acharem que Paralisia Cerebral é algo contagioso, algo que se pega só de se olhar pra um PC. Já ouvi uma mãe dizer ao filho pequeno após este me ver e perguntar a ela o que eu tinha:</p>
<p style="text-align: justify">&#8220;Não olha, porque pega&#8221;. Naquele instante, eu apenas olhei para a mãe e, sem dizer nada, fui embora (pra quem não sabe, Paralisia Cerebral é uma lesão em uma ou mais áreas do cérebro do bebê. A lesão pode ocorrer quando o bebê ainda está no útero, no momento do parto &#8211; como foi o meu caso, que fiquei sem oxigenação no cérebro, a tal anóxia, por cerca de 12 minutos &#8211; ou até mais ou menos os dois primeiros anos de vida, quando o cérebro ainda está se desenvolvendo).</p>
<p style="text-align: justify">Não perdoaram nem quando eu estudava. Certa vez, no fim da aula de gramática do cursinho, o professor me faz a seguinte pergunta: &#8220;Você está conseguindo entender bem o que eu passo nas aulas?&#8221;. Eu, apesar de achar super estranha a pergunta dele &#8211; afinal, se eu tava lá é porque eu tinha terminado o colegial e queria entrar numa faculdade -, respondi que sim. Ele insistiu: &#8220;Mesmo?&#8221; e minha resposta continuou igual.</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/04/paty21.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1043" src="http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/files/2013/04/paty21.jpg" alt="" width="450" height="450" /></a></p>
<p style="text-align: justify">Meu espanto foi enorme, afinal, apesar da minha dificuldade para andar e pra falar, eu consigo compreender o que acontece e fazer perguntas se eu quiser.</p>
<p style="text-align: justify">Na faculdade, passei por algo que também me intrigou: a professora de Metodologia, no primeiro semestre de Jornalismo, me perguntou se eu tinha dificuldade em fazer provas dissertativas. Eu respondi que não. Mesmo assim, ela me aplicou uma prova só com questões de múltipla escolha. De certa maneira, entendo que ela queria me &#8220;poupar&#8221; de escrever muito. Mas me senti não excluída, mas tratada de uma forma diferente.</p>
<p style="text-align: justify">Tenho uma vida social normal. Viajo com os amigos, vou a churrascos da turma da faculdade, enfim, faço tudo o que uma pessoa de 24 anos faz. Nessas situações, não me lembro de episódios em que fui tratada como criança. Acho que quando as pessoas veem um deficiente convivendo normalmente com outras pessoas, a ficha &#8220;cai&#8221; e elas percebem que  PCs não são tão&#8230; bobos.</p>
<p style="text-align: justify">Ainda sobre os amigos, posso afirmar com segurança que eles nunca me trataram de uma forma diferente. Até fazem com que eu faça coisas que, por medo ou pelo simples fato de nunca ter tentado, eu não tinha feito antes. &#8220;Vamos lá, Pati. Tenta. Vai ser legal&#8221;. E eu, com eles, consigo, muitas vezes, arriscar.</p>
<p style="text-align: justify">Certa vez, num shopping próximo ao colégio onde eu estudava, assaltaram um banco. Rindo de nervoso, meu amigo me puxou para o chão. Já quase caí na faculdade, já caí na entrada de um bar. O bom é que até hoje essas situações, quando lembradas, rendem risadas gostosas.</p>
<p style="text-align: justify">Os olhares assustados (principalmente das crianças, curiosas por natureza) quando eu passo ainda continuam &#8211; assim como os tratamentos &#8220;diferenciados&#8221; que eu ainda recebo -, mas isso tudo já diminuiu bastante. Talvez as pessoas estejam mais &#8220;acostumadas&#8221; com as diferenças. Mas ainda há muito o que se mudar na mentalidade delas.</p>
<h6 style="text-align: justify"><em>*Fotos de arquivo pessoal</em></h6>
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