Jairo Marques

Assim como você

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Jairo Marques, que é cadeirante, aborda aspectos da vida de pessoas com deficiência e de cidadania. Aqui, você encontra histórias de gente que, apesar de diferenças físicas, sensoriais, intelectuais ou de idade, vive de forma plena.

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O teleférico para a cachoeira

Por Jairo Marques

Nas três cidades da Serra Gaúcha com mais apelo turístico, Gramado, Canela e Nova Petrópolis, o conceito de acessibilidade já é bastante difundido e aplicado.

São regras rampas de acesso (as de Gramado são ruins, mas as de Canela são amplas e exemplares), vários locais possuem piso tátil, é comum encontrar banheiros acessíveis e pessoas com deficiência são bem recebidas.

Claro que ainda há construções com improvisações nada adequadas e pontos sem acesso, mas é importante registrar que um movimento inclusivo já existe.

Algo que muito me chamou a atenção e me deixou mais contente que vendedor de pastel em dia de feira foi o Teleférico do Caracol, uma instalação novinha que permite aos turistas que vão até a cidade de Canela apreciarem beeeem do alto as belezas da serra e o desbunde de uma cachoeira de 130 metros de queda.

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Fui até o local bem ressabiado e sem grandes expectativas. Normalmente, essas instalações alegam questões de segurança apartar os quebrados da brincadeira.

Qual não foi minha surpresa ao saber que todo o complexo era “malacabado friendly” 🙂 … A empresa que explora o serviço investiu R$ 15 milhões para que todos pudessem desfrutar de um passeio mega blaster gostosão!

Saquem um videozinho que a patroa fez comigo lá no altão, todo no desfrute …. 😉

O valor da entrada é salgado: R$ 35 (deficientes pagam meia 🙂 ), o que inclui subir e descer o quanto quiser nas três estações do teleférico, estacionamento (há vagas inclusivas), passeio por uma pequena trilha ecológica e apreciar de um ângulo privilegiado a cachoeira.

estacionamento

Os bondinhos são novos, seguros e acomodam tranquilamente uma cadeira de rodas. Quando uma pessoa com mobilidade reduzida quer entrar no equipamento, os técnicos param os motores e auxiliam no embarque, tudo “bem xuxu”.

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É possível acomodar uma rampa na entrada dos bondinhos, caso seja necessário. Em uma das estações, há banheiros acessíveis, lanchonetes e lojas de bugigangas.

Na primeira estação, os visitantes já conseguem ver a cachoeira (de longe!) e podem relaxar em uma trilha (com piso super de boa para todos) cheia de árvores, bichos e plantas.

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No ponto de maior interesse das pessoas, a terceira estação, que leva para uma visão ‘maraviwonderful’ da cachoeira do Caracol, mais uma surpresa bacanuda: para quem não se dá bem como as escadas, há um elevador que transporta até o deck de observação.

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foto 5 (1)

O espaço é amplo, seguro e proporciona uma experiência visual e sensorial (com o vento, o cheiro, o barulho da água) incríveis e para todos!

foto 2 (2)

O ônibus turístico que leva até o teleférico e a outros parques também é acessível. Então, qualquer pessoa pode aproveitar o passeio. Como não sou de ferro, na saída, passei em uma adega que faz experimentação de vinhos… para dar uma esquentada! kkkkkkk

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