Jairo Marques

Assim como você

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Jairo Marques, que é cadeirante, aborda aspectos da vida de pessoas com deficiência e de cidadania. Aqui, você encontra histórias de gente que, apesar de diferenças físicas, sensoriais, intelectuais ou de idade, vive de forma plena.

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Criando para um mundo melhor

Por Jairo Marques

‘Todos os anos, os “pessoais” do Instituto Mauá de Tecnologia se debruçam em criar ‘doideras’ que, no futuro, poderão ser uteis para tornar a vida do povo quebrado mais fácil, prática e tudibão… 🙂

Neste ano, foram três as criações da feira “Eureka” para agilizar a dominação do mundo por parte dos “malacabados”! Aêêêê

Volto a dizer que tratam-se de projetos, que inda precisam de algum amadurecimento e ainda não são produzidos industrialmente, fechô?!

Cadeira de banho infantil para PCs

O grupo que inventou a geringonça, Débora Oliveira de Moraes, Renata Calhado e Tairine do Nascimento Domingues criaram essa cadeira para dar uma “hand” aos pais de crianças com paralisia cerebral ou de seus cuidadores.

Na real, avalio que pode servir a outros públicos que precisam de um help pra mode lavar as partes … 😎

A cadeira tem ajustes de altura, é muito leve e também tem ajuste para que a lavação do brasileiro seja bem completa.

O fato de a cadeira ter várias maneiras de se posicionar, ajuda tanto para uma lavação mais completinha como para o conforto de quem tá dando uma mãozinha

As meninas já estão em contato com um fabricante e pode rolar produção não só para crianças, como também para adultos.

Cadeiras de banho para auxiliar ‘malacabados’ ainda não é uma questão de acessibilidade totalmente resolvida. Falta praticidade, segurança e facilidades. Então, qualquer projeto nesse sentido é bacana!

Achei a ideia “maraviwonderful”!

 

Carrinho de compras espertão

Já contei aqui no blog diversas histórias passadas em supermercados. Botar um rapaizim quebrado como eu para fazer compras é sempre uma comédia!

Normalmente, boto uma cestinha no colo e foi empilhando os ‘trem’ ali, até além do que cabe de fato. Aí vou tocando a cadeira ao mesmo tempo em que tento equilibrar meu arroz com feijão. Ovos, procuro não comprar sozinho… 😯

“Ôh, tiozão, mas por que você não usa aqueles carrinhos elétricos?”

Bem, primeiramente, morro de medo de morrer eletrocutado, segundamente, ele é bem disputado (o que tem de preguiçoso no mundo não tá no gibi :x) e terceiramente, fico com a minha precária mobilidade mais precária ainda.

Pois bem, os “zimininos” da Mauá pensaram em uma alternativa.  Os alunos Fernando de Sousa Ghilberti, Fernando Henrique Ferrari Reis, Igor Kendi Kondo e Rodrigo dos Santos desenvolveram um protótipo de um carrinho de super que segue “nóis tudo”.

A ideia dos guris é que, com um desses sensores utilizados atualmente em videogames, o carrinho vá seguindo o cadeirudo. O dispositivo consegue calcular a distância, fazer curvas e saber o caminho que deve tomar.

A unidade do bichão, está orçada em R$ 4.000, mas ainda é preciso muito trabalho para viabilizar comercialmente. Gostei, heim?!

Pessoal, aproveito esse post para pedir que os ‘malacabados’ sugiram, nos comentários, invenções que imaginam que poderiam facilitar o dia a dia. Estudantes vivem me pedindo isso…

Bora dar uma ajudinha?!

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