Jairo Marques

Assim como você

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Jairo Marques, que é cadeirante, aborda aspectos da vida de pessoas com deficiência e de cidadania. Aqui, você encontra histórias de gente que, apesar de diferenças físicas, sensoriais, intelectuais ou de idade, vive de forma plena.

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São Paulo paraolímpica

Por Jairo Marques

Meu povo, é de verdade. Hoje foi dada a ordem de partida para a construção, em São Paulo, de um dos maiores centros de preparação de atletas paraolímpicos do mundo. É grande pra dedéu, heim? 😉

Mais do que uma “obrona” de encher os olhos, essa construção, que será feita pela OAS, representa uma vitória para todas as pessoas com deficiência do Brasil, que vão estar representadas ali.

O esporte tem sido uma das formas mais impactantes de integrar o povo “malacabado” e dar a ele condições de vida dignas em sociedade.

Paraatletas têm sido motivo de orgulho o tempo todo e são exemplos de como é possível que pessoas com deficiência atuem em qualquer área.

O centro paraolímpico de São Paulo vai ter 94 mil m2, com quadras de esportes abertas e fechadas que vão poder receber, simultaneamente, 240 quebrados, consultórios, alojamentos, centro aquático, academia e pistas de corrida.

Também haverá um setor administrativo, jardins, estacionamento “ziiigante” e centro de pesquisas esportivas. Tudo isso, repito, com olhar total de acessibilidade e para treinar gente sem perna, sem braço, que puxa cachorro, que anda escorado nos trem tudo, que anda montado em cadeira de rodas…  😛

 

Imagem de uma ilustração panorâmica do complexo

Vai custar muuuuitos cruzeiros, mas precisamente, R$ 410 milhões, que irão sair dos governos federal, estadual e municipal, com apoio do Comitê Paralímpico Brasileiro, e deve estar pronto até 2014.

 “Tio, mas como assim isso é importante, heim?”

 O investimento, “zimininos”, atende a uma demanda fomentada pela secretaria estadual da pessoa com deficiência, isso quer dizer: é algo realizado com o olhar inteiramente voltado para “nóistudo” que é desse jeito que dá um trabaaaaalho danado! 😎

Para a afirmação de identidade das diferenças, para o progresso do paradesporto, para mostrar ainda mais potenciais e capacidades, penso que esse espaço será um símbolo único de representatividade e produtividade.

“Ah, mas a gente precisa de taaantas outras coisas…”

 Não tenho a menor dúvida de que as carências em acessibilidade, em reabilitação, em tecnologia são imensas, mas até para que isso ganhe vigor, um centro de treinamento exclusivo e feito com tecnologia de ponta colabora.

 

Outra ilustração, em perspectiva, do centro de treinamento

Quanto mais evolução as pessoas com deficiência tiverem, em qualquer setor, seja ele o esporte ou o jornalismo 😕 , mais forte fica o poder de cobrar e exigir igualdade de condições.

 O centro abre também uma possibilidade concreta de a cidade de São Paulo ser uma futura sede de jogos mundiais, inclusive de uma paraolimpíada!

 Abaixo, um vídeo mostra como o centro ficará, em detalhes.

[youtube 7YQ-4d1NjUw nolink]

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